1. Impacto Ambiental do Vidro Automóvel
O vidro é um material essencial na construção automóvel, mas a sua produção acarreta custos ambientais consideráveis. A fusão de areia de sílica, carbonato de sódio e calcário exige temperaturas acima dos 1 500 °C, o que se traduz num consumo energético intensivo e na emissão de grandes quantidades de CO₂.
Um parabrisas típico pesa entre 10 e 15 kg, dependendo do modelo do veículo e da presença de funcionalidades como aquecimento, sensores de chuva ou banda acústica. No caso de SUV e veículos utilitários, o peso pode ultrapassar os 18 kg.
Estima-se que, na Europa, sejam substituídos mais de 15 milhões de parabrisas por ano. Só em Portugal, o número ultrapassa os 500 000 anuais. Se considerarmos um peso médio de 12 kg, falamos de cerca de 180 000 toneladas de vidro laminado retirado dos veículos europeus todos os anos.
A produção de cada quilograma de vidro float emite aproximadamente 0,6 a 0,8 kg de CO₂. Quando se contabiliza o transporte, a montagem, a colagem com poliuretano e a calibração ADAS, a pegada de carbono total de uma substituição de parabrisas pode atingir 25 a 40 kg de CO₂ equivalente.
💡 Sabia que? A produção mundial de vidro plano (incluindo automóvel e construção) é responsável por cerca de 86 milhões de toneladas de CO₂ por ano, segundo a International Energy Agency.